O Fábio, As Fitas e o Futuro

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Uma grande interrogação teima em nos aterrorizar quando pensamos no futuro do carnaval e em sua renovação, no que diz respeito aos profissionais. Será que podemos dormir tranqüilos acreditando nesta grande oxigenação que está por vir? Ou ela já veio e nem notamos? A história do carnaval está repleta de ciclos, e todos eles deixaram as suas parcelas de contribuição para a atual conjuntura. E foram várias. Vimos o Salgueiro de Pamplona, a Beija-Flor de Joãozinho, a Mocidade de Fernando Pinto, a Imperatriz de Rosa Magalhães. Alguns mestres, outros discípulos, mas o fato em comum é que a peteca nunca caiu. Mas agora o futuro bate nossa porta perplexo a nos indagar “E agora Jose?” A evolução trouxe consigo o incremento, a inserção de novos códigos e linguagens, que transportam o carnaval para uma nova forma de comunicação. O grande desafio é respeitar o contexto e a base de samba, que deve ser a plataforma que difere o nosso carnaval de qualquer outro evento mundo afora. Estamos presenciando um novo leque de profissionais “no mercado” esboçando novas diretrizes. Vendo os trabalhos de figurino desenvolvidos por Fábio Ricardo na Rocinha tenho a ligeira impressão de que aquela grande interrogação que mencionei no início de nossa conversa diminuiu suas dimensões. O carnavalesco, em seu primeiro trabalho solo, foi de uma competência inenarrável na realização de suas criativas fantasias, que já considero uma das melhores do Grupo Especial. Especial? São do Grupo de Acesso, é verdade, mas isso é apenas um detalhe…A forma como Fábio trabalhou as fitas neste enredo, que tem tudo a ver com fitas, é formidável. Nem Rosa Magalhães nem Max Lopes; no próximo carnaval as fitas são de Fábio Ricardo. Viva as Fitas!

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