Carnaval Slim…

ninio compacto - ninio compacto

Estava dando uma pesquisada básica neste mundo sem fronteiras chamado Internet, quando me deparo com um “fuzuê”, um “arranca-rabo” a respeito da diminuição das escolas de samba. Como assim, senhores? Parem o mundo que eu quero descer! Seria este o processo de desenvolvimento tecnológico das escolas de samba Slim e Wi-Fi? Fazendo uma rápida e válida analogia com nossa folia de todo fevereiro-março, quanto mais compactas são estas engenhocas tecnológicas que são lançadas no mercado, mas caras se tornam, e no carnaval certamente aconteceria algo do gênero, pois haveria uma elitização ainda maior com a compactação de um desfile. Não precisamos disso. Os problemas e mazelas que hoje observamos no carnaval carioca não serão resolvidos com medidas paliativas, cujo resultado pode ser ainda mais caótico e que, a princípio, só favorecem aos telespectadores e anunciantes da Rede Globo, enquanto a comunidade e o povo continuariam a comer brioches de Maria Antonieta… O que se deseja é um carnaval mais popular ou somente um passatempo entre as propagandas Globais? O carnaval deve curvar-se definitivamente ao minúsculo tempo da TV? Ademais, o constante e desnecessário rebuscamento dos enredos das escolas de samba e, por conseguinte, de seus sambas estão, sobretudo, inteiramente relacionados com os investimentos externos mal gerenciados pelas mesmas, e não com seus respectivos contingentes. Se o enredo sobre a “Formiga Albina da Patagônia” não proporciona o lirismo, a paixão e a emoção necessária em um desfile de escola de samba o problema está tão somente nas escolhas que são feitas a fim de adequar-se da melhor – que na verdade é a pior – forma possível ao sistema altamente oneroso. A diminuição do tamanho das escolas de samba só catalisaria ainda mais este cataclismo.

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