Grupo Especial apresenta enredos durante festa no canecão
As apresentações passaram longe do sucesso da festa do ano passado, quando Paulo Barros emocionou a todos com a Cia. Lúmini. Muito ballet, figurinos de bom gosto, porém, a mensagem dos enredos não conseguiu ser transmitida por uma série de agremiações, que também optaram por vídeos. Destaque também para a presença da Miss Brasil Natália Guimarães, agora rainha de bateria da Vila Isabel. Sucesso mesmo, no entanto, fizeram as bonecas da Unidos da Tijuca.
A São Clemente contou com a alegria e a irreverência de Milton Cunha e companhia limitada. Fez uma apresentação divertida, com figurantes vestidos a caráter e contou a história do enredo “O Clemente João VI no Rio: a redescoberta do Brasil”. Em seguida, foi a vez da Mocidade, cujo desenvolvimento do enredo “O Quinto Império: de Portugal ao Brasil, uma utopia da história”, também contará, assim como a escola de Botafogo, com recursos da prefeitura. A estrela guia de Padre Miguel optou por um ballet onde a nobreza e os escravos se misturaram e pelo bailado de seu casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Viajando para o outro lado do planeta, a Porto da Pedra investiu na cultura nipônica, com direito a tambores e descendentes de japoneses como figurantes. A temática “100 anos de imigração japonesa - Tem pagode no Maru” foi explicada desde a chegada do primeiro navio com imigrantes japoneses ao Brasil.
Wagner Araújo, diretor de Carnaval da Imperatriz, subiu ao palco para anunciar o enredo “João e Marias”, mas a apresentação não conseguiu atingir o objetivo principal, apesar da inovação, onde a projeção das imagens de um vídeo recaía sobre os bailarinos. Um vídeo também foi o artifício da Portela, mas sem qualquer surpresa. A escola de Oswaldo Cruz e Madureira usou somente imagens da Mãe Natureza e um ballet para mostrar o tema “Reconstruindo a natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade”.
O começo da apresentação do Salgueiro foi simples, como de muitas outras, até que entrou em cena o mestre-sala Ronaldinho, que encarnou o malandro carioca, e a porta-bandeira Gleice Simpatia, uma perfeita nega maluca. Eles conseguiram divertir o público.
A Vila Isabel levou caracterizados trabalhadores, entre médicos, executivos e pedreiros. Além disso, fez uma boa explicação de seu enredo, a partir de um vídeo com narrativa que descreveu a evolução do trabalho no Brasil. Todavia, inteligente e original mesmo foi a apresentação da Unidos da Tijuca, com artistas travestidos de boneca. Através dos variados estilos - boneca de pano, de porcelana, Lú Patinadora, Moranguinho e Barbie, com participação especial do Ken - foram sugeridas as fases da vida de uma menina que, ainda que velha, mantinha sua coleção de bonecas. Como itens de “Coleções”, elas despertaram gargalhadas dos presentes.
Também surpreendente, porém, de forma negativa, foi a apresentação da Viradouro que levou apenas uma pessoa ao palco para anunciar o enredo “É de arrepiar”, do carnavalesco Paulo Barros. De acordo com o site O Dia na Folia, a simplicidade (até demasiada) foi uma escolha do próprio artista.
Entre marchinhas como “Máscara Negra”, “Bandeira Branca” e, lógico, passos de frevo, a Mangueira trouxe a cultura de Recife para mostrar um pouco do enredo “100 anos de frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar”. A apresentação foi encerrada pelo casal verde-e-rosa Marquinhos e Geovana.
Maria Clara Gueiros e Nelson Freitas Jr., atores do programa Zorra Total, foram novamente incumbidos de contar o enredo da Grande Rio “Do verde de Coari vem meu gás, Sapucaí”. Desta vez, entretanto, eles contaram com Grazielli Massafera, rainha de bateria da escola, e Raul Gazola como reforços.
Finalmente, a campeã do Carnaval 2007, que inclusive selará os desfiles de 2008, apresentou divertidamente o enredo “Macapaba, Equinócio Solar: viagens fantásticas ao meio do mundo”. Uma sátira de Ana Maria Braga e seu papagaio, o Louro José, foi a maneira escolhida pela agremiação, que fechou com chave de ouro a festa, mediante show com seus segmentos.