Para tudo não se acabar na quarta-feira- Sábado de Carnaval- parte 2

18 de Abril de 2010 @ 04:36 por Rafael Rezende

Dando sequência à postagem anterior, segue abaixo os comentários acerca da segunda metade dos desfiles do Grupo de Acesso A em 2010:

07-CAPRICHOSOS DE PILARES

07 caprichosos - 07 caprichosos

- Foi certamente o desfile mais pobre em estética e mais rico em animação da noite. Um verdadeiro carnaval.

- Após um desfile fracassado em 2009, a Caprichosos precisava de uma maneira de se reerguer apenas através da garra de seus componentes, uma vez que novamente teria um orçamento inferior. Por isso a reedição de seu samba mais famoso, “E por falar em saudade”, foi um acerto para escola. Mais do que isso, foi um suspiro. Afinal, sem o popular samba, a escola corria sério risco de estar disputando o rebaixamento novamente.

- Uma curiosidade desta reedição foi que os mesmos carnavalescos responsáveis pelo desfile de 1985 voltaram para fazer também a reedição estética. Luiz Fernando Reis e Flávio Tavares mesclaram o conteúdo original do enredo com algumas atualizações. As críticas às polêmicas recentes na política de Brasília, por exemplo, rendeu uma alegoria (mostrada na foto acima) bem humorada e bastante aplaudida pelo público. Talvez a saudade maior que este desfile resgatou foi de ver a Caprichosos alegre e irreverente novamente.

- Estava tão visível o limite no orçamento deste carnaval, que nem dá para fazer maior comentários acerca de erros e acertos da dupla de carnavalescos. O que eles fizeram foi criar fantasias leves e simples que permitissem que o componente assumisse a responsabilidade de protagonista do desfile e carregasse a escola nas escolas. Sem dúvidas, um acerto.

- Falando no componente, certamente o folião da escola de Pilares foi um dos mais felizes do carnaval. Esbaldou-se. As alas passaram numa empolgação poucas vezes vista nos últimos anos, contagiando também as arquibancadas.

- “Tem bumbum de fora pra chuchu/Qualquer dia é todo mundo nu”. Esses foram os versos marcados na memória coletiva. Considerando isso, senti falta de maior espaço no desfile para os bumbuns de fora. Apenas na última alegoria apareceram algumas mulheres para representar esse trecho do samba, mas ainda assim elas estavam relativamente comportadas em seus biquínis. Isso para não falar de duas outras que estavam agarradas aos seus “paus de Santo Antônio”, rezando para não despencarem do “queijo” que não parava de balançar.

- A comissão de frente da Caprichosos apresentou uma coreografia interessante, mas cometeram falhas na coreografia, montando os rostos dos personagens homenageados errado. Já a bateria da escola apresentou várias paradinhas e sustentou bem o samba.

- A maior falha no som do Sambódromo da noite ocorreu durante o desfile da Caprichosos. Por bons segundos, público e componentes tentaram manter o canto do samba, embora infelizmente neste momento ele tenha atravessado.

- A Caprichosos comprovou, mais uma vez, que sempre é bom ouvir novamente na avenida alguns sambas. As reedições ajudam as escolas em momentos de crise e proporcionam momentos de empolgação nas arquibancadas. Foi um desfile divertido e extremamente alegre que, considerando os detalhes técnicos dos demais quesitos, mereceu a posição intermediária que teve.

08- SÃO CLEMENTE

saoclemente - saoclemente

- Difícil falar da São Clemente. É um desfile que me desagrada em vários aspectos e que não vi nada de muito brilhante. Por outro lado, é um desfile sem falhas graves, tecnicamente dentro da disputa pelo título. Embora até ache que outras escolas poderiam merecer a vaga ao Especial, o título da São Clemente não chega a ser injusto.

- Mauro Quintaes fez um trabalho correto. Nas alegorias, chamou atenção a imensa escultura de um gato e a luta de boxe entre duas rainhas de bateria. Entre as fantasias, gostei do efeito das baianas. Nem tudo estava tão bonito, como a escultura do Max Lopes e seus braços desproporcionais (que, aliás, parece ter sido reaproveitado de outra escultura do carnaval passado). Particularmente, acho que a riqueza do tema merecia um enredo melhor desenvolvido e ainda mais criatividade e crítica do que se viu.

- O samba pode ser considerado “funcional”, mas não era dos mais belos. A comissão de frente também não apresentava uma coreografia de grande destaque, mas estava com um figurino que chamava a atenção. Entre esses meio-acertos a escola foi fazendo seu desfile e fisgando o primeiro lugar.

- São Clemente é uma escola que sabe desfilar. No grupo de acesso é sempre uma favorita ao Especial, mas no Especial é sempre uma favorita ao Acesso. Com o cerco fechado que a Liesa criou de 12 escolas, é sempre muito difícil conseguir abrir uma brecha e não cair novamente. Ilha ficou, mas várias questões contaram a favor para que isso acontecesse. Uma das armas da escola para se manter no Especial é a contratação do talentoso carnavalesco Fábio Ricardo.

09- SANTA CRUZ

09 santa cruz - 09 santa cruz

- Escola constante no Acesso A, Santa Cruz é outra escola que sabe desfilar bem neste grupo, frequentemente terminando em posições intermediárias. Em 2010 não foi diferente.

- O enredo “Nos passos do compasso”, sobre a música e a dança, gerou um samba agradável. No entanto, achei o seu desenvolvimento confuso, de difícil leitura. O desfile, desenvolvido por uma comissão de carnaval, apresentou um visual correto.

- Assim como Inocentes, considero o desfile da Santa Cruz mediano, morno, sem grandes acertos nem falhas, de forma que o 4º lugar também me pareceu bondade dos julgadores.

10- ROCINHA

10rocinha - 10rocinha

- Quem viu a Rocinha terminar em 10º lugar após um desfile tão belo, que aparentemente a colocaria na disputa do título, levou um susto. De fato, os jurados foram estranhamente rigorosos com a escola, que nem de longe merecia estar entre as últimas. Mas, tirando a estética, a Rocinha foi uma escola fraca, que não merecia também as primeiras colocações.

- Fábio Ricardo mostrou mais uma vez ser um dos melhores carnavalescos da atualidade. Disse ainda fazer o carnaval com uma verba mais limitada, mas não importa. Sem novidades tecnológicas, super efeitos especiais, coreografias mirabolantes ou surpresas impactantes, ele faz seu carnaval com uma genialidade que chega a ser humilde. Isso porque tudo é muito bem feito e concebido, ainda que pareça tão discreto. Se alguém estava cansado de ver índio na avenida, com certeza se surpreendeu com os índios de Fábio, porque esses nunca passaram pela avenida. Os formatos indígenas nas alegorias, os desenhos das fantasias, tudo original e de grande beleza. O maravilhoso conjunto cromático, com abuso de verde e rosa (saudade dos tempos de Mangueira?), tornava prazeroso assistir ao desfile, não só observando cada desenho e alegoria em sua particularidade, mas também o interessante jogo de cores que se formava ao ver o desfile de cima. Os desfiles de Fábio possuem uma linguagem artística única.

- Infelizmente, para por ai as maravilhas do desfile da Rocinha. A escola ainda tem muito a crescer nos quesitos básicos à concepção de escola de samba. Faltou bom samba, harmonia, evolução e bateria. Aliás, acho que faltou também um intérprete que berrasse menos. Quanto à evolução, não bastasse a falta de empolgação dos componentes, a escola ainda teve que acelerar no final para encerrar seu desfile a tempo.

- Maurício Mattos (dinheiro e organização) e Fábio Ricardo (talento). Sem dúvidas são os dois nomes que sustentaram o desfile da Rocinha. A saída dos dois é uma preocupação, uma vez que Mauricio mais um bom carnavalesco (Alex de Souza ou Fábio) foram os pilares da escola nos últimos anos. A Rocinha é uma escola nova, com dificuldade de mobilizar sua comunidade em torno do seu carnaval, e precisará agora reforçar sua ala de compositores, sua bateria e seu chão para se manter bem no Acesso A.

11- ESTÁCIO DE SÁ

11estacio - 11estacio

- Estácio sempre é uma escola que gera grande expectativa. Falando de sua própria história, ainda se tornou mais aguardada. No entanto, contra a essa espera do público estava o fato de já ter passado 10 agremiações naquela noite, o cansaço era grande. Talvez isso tenha ajudado a não tornar o desfile tão empolgante quanto poderia ser. Mas lá se foi o forte leão para avenida.

- A escola contava com um bom samba, que tinha entre seus autores o renomado Gusttavo Clarão. Aliás, o grupo de acesso serviu de desafogo para grandes compositores como Clarão, Claudio Russo e Diego Nicolau, pois eles não conseguiram vitória em suas disputas no Grupo Especial. O samba foi embalado por uma bateria aceleradíssima. Por mais que essa seja a característica da escola, talvez não houvesse a necessidade de acelerar tanto.

- A escola passou bem, apesar de ter acelerado um pouco para encerrar seu desfile dentro do tempo de 58 minutos. Apresentou uma das melhores comissões de frente da noite, com os leões se transformando em sambistas. Às vezes idéias simples alcançam grande impacto, dispensando tripés e efeitos tecnológicos que muitas vezes mais atrapalham do que ajudam.

- O enredo era um dos mais interessantes da noite. Toda escola que se homenageia já gera boa expectativa. O enredo do Estácio tinha a peculiaridade da história da escola se misturar com a história do surgimento das escolas de samba. Com isso, o seu desenvolvimento foi bem mais amplo, abordando um momento muito importante de surgimento do samba, sua relação com os morros, a lembrança de nomes ilustres da escola, como Ismael Silva, Dominguinhos do Estácio e Luiz Melodia, e só depois que foi relembrado os grandes carnavais da escola. Certamente este desenvolvimento ajudou os compositores do samba, pois eles não tiveram que se limitar a fazer uma costura mal feita dos desfiles passados, coisa que se percebe nos famosos sambas da Mocidade em 90 (Vira, Virou a Mocidade Chegou) e Salgueiro em 2003 (Salgueiro, Minha Paixão, Minha Raiz - 50 Anos de Glória). Convenhamos, é uma tarefa difícil para o compositor condensar todos os desfiles famosos que serão relembrados. O resultado geralmente é vários temas desconexos aglomerados, como nas obras acima citadas:

“Com as benções do divino aconteceu
O descobrimento do Brasil
Quem não se lembra do lindo cantar do uirapuru
Quando gorjeava parecia que falava
Como era verde o meu Xingu”

“Porto pro navio negreiro
Viajou com Debret pelo Brasil
Quilombo, exaltou o orgulho negro
Xica da Silva já te seduziu
História em carnaval, bênçãos da Bahia
Rei Negro e Rei de França
Coroaram a Academia
Da magia fascinante à brilhante sedução
Das minas do Rei Salomão”

- Chico Spinosa e Gebran Smera prepararam um visual razoável para a escola. Não posso dizer muito do segundo carnavalesco, mas Chico apresenta com frequência carnavais irregulares, com o uso de cores e materiais nem sempre produzindo um resultado dos melhores. Por outro lado, ele sempre mostra algumas idéias interessantes. Considerando o excelente conjunto artístico que Cid Carvalho apresentou em 2009 (que, aliás, Cid também não conseguiu repetir na Mocidade este ano), a Estácio caiu um pouco de qualidade nos quesitos estéticos. No entanto, para a média do acesso em 2010, a escola não saiu tão comprometida na busca pelo título.

- Após o excelente desfile de 2009 e contando com um enredo de força sentimental para todos os sambistas e apaixonados pela agremiação, o desfile do Estácio poderia ter rendido mais. Infelizmente faltou explosão, talvez pelo cansaço do horário. Apesar de não ter sido um desfile arrebatador, a escola passou bem e se credenciou ao primeiro lugar, e não seria injusto se tivesse conseguido.

12- CUBANGO

12cubango - 12cubango

- Mal saiu do Grupo B e já havia muito barulho em torno da Cubango. Grandes aquisições, como Mestre Jonas e Milton Cunha, um forte orçamento, e até alguns boatos davam conta de que a escola já havia comprado a vaga do Grupo Especial. Nem tanto, nem tanto…

- Milton Cunha, craque em pesquisa e desenvolvimento de enredo, mais uma vez acertou. Na estética, o carnavalesco também foi melhor do que muitos de seus outros carnavais. No entanto, houve repetição no estilo das alegorias, pois parte delas se resumia a um grande caixote com acabamento feito por um mesmo tipo de pano e uma ou outra escultura pra fazer um diferencial.

- O samba da escola tinha uma letra elaborada, o que atrapalhou que caísse na boca do povo. Mas é um samba muito bem elaborado, que transmite o enredo com alegria e inspiração. Também merece estar na lista dos melhores do Acesso.

- Cubango foi outra escola que teve que acelerar para encerrar seu desfile. Considerando o apertado tempo de 58 minutos, até que a noite foi relativamente tranqüila em termos de evolução. Boa parte das escolas conseguiu se programar bem e sair sem muita correria. Parece que as escolas do Grupo Especial tiveram mais problemas com o horário…

- Grandes expectativas tendem a frustrar, e acabou que o desfile da Cubango soou estranho. Era o fim de uma noite interessante, mas muito cansativa. Aliás, penso que nove escolas já é o suficiente para o público se divertir e cansar. 12 escolas em uma mesma noite tornam o espetáculo cansativo e prejudica as primeiras e últimas escolas. De volta à Cubango e tirando o peso dos boatos e expectativas, a escola se saiu muito bem, se analisarmos que foi a última a desfilar e tinha acabado de subir de grupo. O protesto do presidente da escola durante o julgamento se justifica, pois merecia uma colocação melhor, na metade de cima da tabela.

Para tudo não se acabar na quarta-feira- versão 2010

15 de Abril de 2010 @ 18:00 por Rafael Rezende

SDC16246 - SDC16246

Pelo terceiro ano vou aproveitar deste espaço oferecido pelo site para dialogar a respeito do carnaval que passou. É bem verdade que estou um tanto atrasado para fazer comentários dos desfiles de 2010, haja vista que as escolas já se apressam para preparar o próximo carnaval. Por outro lado, dois meses é tempo suficiente para me informar de tudo que foi divulgado, trocar idéias, refletir e chegar a algumas conclusões a respeito do que passou. Naturalmente o que está escrito aqui são opiniões minhas, partindo daquilo que pude acompanhar e da minha visão particular dos desfiles. Todos os internautas se sintam convidados a comentarem, concordarem ou discordarem do conteúdo deste texto, acrescentar informações e suas respectivas opiniões.

Sábado de carnaval - Parte 1

2010 foi bastante movimentado para o grupo de acesso. Trata-se de um ano em que a recém-criada Lesga teria que comprovar sua capacidade de organizar uma noite de desfiles com o elevado número de 12 agremiações. Mais do que isso, a instituição precisava mostrar credibilidade, após ter alterado as regras e terminado o carnaval passado sem rebaixar nenhuma agremiação. Outra novidade de destaque no ano foi a volta da transmissão em rede nacional através da Band, o que obviamente dá maior notoriedade ao evento e faz jus à importância deste grupo, que mescla escolas tradicionais e profissionais experientes com escolas emergentes e novos profissionais talentosos.
A Lesga conseguiu mostrar eficiência quanto à organização, com os desfiles começando e terminando dentro do horário previsto. Por outro lado, faltou confirmar credibilidade em termos de resultado oficial. Se fora da avenida algumas escolas tiveram que lidar com notas duvidosas dos jurados, dentro dela outras agremiações sofreram com falhas graves no som.
As impressões que tenho dos desfiles surgiram após assisti-los no setor 3 e vendo depois a transmissão da Band.

1- UNIDOS DE PADRE MIGUEL

padremiguelr - padremiguelr

- Missão ingrata para a Unidos de Padre Miguel: ter que se concentrar com sol forte, entrar no Sambódromo em fim de tarde, com público ainda chegando. Se ser a primeira a desfilar em qualquer situação já não é uma tarefa das mais fáceis, pisar na avenida às 19 horas, com horário de verão, abrindo espaço para outras 11 que passariam em seguida, foi certamente um bom desafio.

- Não apenas o público estava chegando, mas a comissão de frente também se atrasou. A escola até posicionou os membros da velha-guarda para cumprir a função do quesito, mas felizmente não foi necessário. Os minutos do desfile já corriam nos relógios da Sapucaí quando a comissão de frente despontou no início da avenida, com os componentes correndo entre as alas e ajustando suas fantasias para assumirem o posto a tempo.

- A escola apresentou um enredo sobre o aço que, apesar de não deixar de ser um tema interessante, não é tão fácil de transformar em um bom carnaval. Prova disso foi o samba-enredo que embalou os componentes, que figura entre os piores da safra.

- Esteticamente, a agremiação de Padre Miguel foi irregular. Em termos de alegoria, destaco o bom impacto causado pelo abre-alas ao usar da forte mistura de vermelho, laranja e amarelo. Chamou a atenção também as esculturas de São Jorge e o dragão presentes na última alegoria, muito bem feitas e articuladas. No entanto, houve ao longo da escola um excesso do uso do branco, do prata… Cores inapropriadas para uma escola que desfilou com céu claro.

- Num todo, o desfile da Unidos de Padre Miguel foi morno e sem grandes destaques. Considerando ainda que os jurados costumam ser mais rigorosos com as primeiras a desfilar, era previsível o rebaixamento da agremiação.

2- IMPÉRIO SERRANO

imperio 1 2 - imperio 1 2

- Se Unidos de Padre Miguel tinha a difícil missão de se manter no grupo sendo a primeira a desfilar, coube ao Império Serrano a não menos árdua tarefa de lutar pela volta ao Grupo Especial sendo a segunda da noite.

- Para alimentar as esperanças dos imperianos, vimos na avenida um samba agradável, um dos melhores do Acesso. A bateria também foi outro destaque, mesmo após a saída de Mestre Átila. Destaco ainda a comissão de frente e o interessante enredo sobre o Rio de Janeiro expresso no trabalho de João do Rio.

- A escola certamente estava com um orçamento limitado, o que inviabilizou um desfile mais luxuoso. Foi um desfile simples, porém agradável. O mar de tons em verde que se via dava um belo visual. Ainda que tenha faltado requinte em algumas alegorias, o Império apresentou um bom conjunto estético.

- O casal de mestre-sala e porta-bandeira não estava com muita sorte no início da avenida. A bandeira se prendeu algumas vezes no adereço de cabeça da porta-bandeira e o mestre-sala tropeçou. Foi também quando a bateria passava em frente ao setor 3 que houve uma falha no som do Sambódromo, obrigando componentes a sustentarem sozinhos o canto, com ajuda do público.

- O Império Serrano apresentou um carnaval simpático, mas que aparentemente não a colocava entre as favoritas ao primeiro lugar. De fato a agremiação não terminou tão bem colocada, mas penso que ela merecia ter disputado as primeiras vagas, uma vez que não apresentou grandes falhas e ainda contava com pontos fortes, como bateria e samba-enredo.

3- IMPÉRIO DA TIJUCA

datijuca - datijuca

- A primeira cena que se teve da Império da Tijuca era bastante forte: uma comissão de frente que certamente foi uma das melhores do ano (apesar de pequenos problemas na troca dos figurinos dos componentes), o abre-alas preto impactante e, coroando este visual, o samba consagrado como o melhor do grupo de acesso em 2010.

- Enredos afros quase sempre geram bons desfiles, e mais uma vez não foi diferente. Trazer a rainha Jinga pra avenida foi um acerto do carnavalesco Jack Vasconcelos. Já na estética, o profissional conseguiu apresentar o “Imperinho” mais competitivo do que aquele que desfilou em 2009. No entanto, o visual não conseguiu atingir nenhum padrão de excelência, com boas idéias e resoluções alternando com outras coisas não tão belas.

- A bateria da escola chamou atenção com uma ousada paradona, que incluía o batuque de atabaques, dando ainda mais força ao samba e ao desfile da escola.

- A agremiação entrou bastante devagar na avenida, mas como estava pequena não teve grandes problemas para terminar seu desfile dentro do tempo estipulado.

- A entrada impactante da Império da Tijuca deixou claro que a escola tinha grandes ambições. O desfile não conseguiu ser regular, oscilando o nível da apresentação, mas ainda assim a escola cumpriu bem seu papel e mostrou crescimento. Considero a 5ª colocação obtida justa.

4- PARAÍSO DO TUIUTI

tuiuti 1 - tuiuti 1

- O estilo nostálgico do enredo, o samba-enredo agradável e o simpático abre-alas davam indícios de que viria ali uma desfile gostoso de se ver, ainda que não viesse para disputar as primeiras colocações. Infelizmente o excesso de falhas da agremiação denunciou que o Paraíso do Tuiuti competiria pelas colocações mais inferiores da tabela.

- De fator positivo do desfile, além do que já foi dito, é a bateria da escola. Já sua rainha, uma dessas mulheres-fruta, chegou atrasada. O último carro da escola já estava no meio da avenida quando ela entrou na pista atrás de seus súditos-ritmistas. A cena foi no mínimo bizarra: uma mulher em sua noite de rainha correndo e chorando em uma pista vazia, com um imenso salto sob os pés, penas da fantasia balançando, público vaiando… E lá foi ela atrás do resto do glamour que lhe restava (e que ela certamente pagou caro - ao menos na fantasia - para tê-lo).

- Esteticamente, a escola só não estava mais simples do que a Caprichosos. Para piorar a situação, o segundo carro bateu em direção aos camarotes que estão ao lado do primeiro recuo da bateria, como mostra a foto acima. Com o acidente, uma das esculturas perdeu o braço.

- A Tuitui foi outra escola que desfilou com um pequeno contingente. Muito simples, com alguns problemas ao longo do desfile e poucos quesitos de destaque, a simpática agremiação se credenciou ao rebaixamento, de forma que o resultado oficial não foi surpresa.

5- INOCENTES DE BELFORD ROXO

inocentes - inocentes

- O maior mistério que ronda o julgamento deste ano creio eu estar na Inocentes. Isso porque a escola fez um desfile apenas mediano, morno, que a deixaria da metade para baixo da tabela. No entanto, a apuração na terça-feira deu-lhe o honroso segundo lugar. No meio da história ainda há o fato do presidente da Lesga ser exatamente o presidente da escola, Reginaldo Ferreira Gomes, o que torna as coisas mais suspeitas, além da insatisfação generalizada de presidentes, público e boa parte da crítica do carnaval com o resultado.

- De forma geral, a Inocentes não teve nenhuma grande falha, nem tampouco nenhum grande acerto, foi um desfile mediano de ponta a ponta. O samba é correto, porém maçante, cansativo. O enredo não apresentou um desenvolvimento claro, sendo que o mais fácil de compreender nele foi a mensagem ecológica completamente batida. Por outro lado, há de se reconhecer que, comparando ao desfile de 2009, a agremiação melhorou consideravelmente sua estética, com a saída de Fran Sérgio e a entrada de Roberto Szaniecki e Cristiano Bara.

- Como no Acesso é bastante comum a reutilização de esculturas de carnavais passados, pela Inocentes atravessaram a avenida mais uma vez algumas esculturas que eram da Portela em 2009, originalmente presentes nas alegorias do amor nos tempos da tecnologia e no abre-alas portelense. Rever essas esculturas na avenida sempre dá uma noção de algo forçado para economizar, pouco criativo e espontâneo. Mas há de se reconhecer que o orçamento limitado do grupo exige que as escolas reciclem esculturas e as estruturas de suas alegorias para apresentarem um carnaval competitivo. Até porque mesmo as agremiações do Grupo Especial, bem mais abonadas, também utilizam desses recursos. Outros dois exemplos é a São Clemente, que reaproveitou esculturas da própria escola e a Renascer, que manteve a estrutura de boa parte de suas alegorias.

- A Inocentes é uma agremiação nova, fundada apenas em 1993, que ainda não disse a que veio em seus mornos desfiles no acesso A. Para o próximo ano, no entanto, o enredo sobre a banda Mamonas Assassinas já gera a expectativa de um desfile mais leve e irreverente, e de maior apelo popular. Se mantendo pelo terceiro ano no grupo, após um vice-campeonato (independente de se considerar justo ou não), a escola também está tendo uma boa oportunidade de se estruturar cada vez melhor.

6-RENASCER DE JACAREPAGUÁ

renascer - renascer

- Outra escola jovem, mas extremamente ambiciosa, é a Renascer de Jacarepaguá. Diferente da co-irmã Inocentes, essa já disse a que veio. Renascer tem se tornado uma escola forte, candidata séria à vaga do Grupo Especial. Creio eu que a escola merecia abrir a noite de domingo de carnaval em 2011, se não fosse pela grave penalidade cometida…

- Dois pontos. Para o método de julgamento adotado pela Lesga para 2010 essa perda é o suficiente para tirar qualquer escola do páreo. Foi o que aconteceu com a Renascer, após membros da diretoria da escola terem auxiliado a arrumar o tripé da comissão de frente na avenida. O tripé, muito grande, havia se entortado em direção às frisas logo no início da avenida, necessitando da ajuda de pessoas que não eram componentes da comissão. Como se sabe, é proibido haver mais de 15 pessoas aparentes em uma comissão de frente, fazendo com que a escola levasse a dura pena. Falhas à parte, a coreógrafa Alice Arja continua acertando a mão mais no grupo de acesso do que no Especial, embora a comissão da Renascer de 2009 fosse ainda mais inspirada. O mergulho dos componentes arrancou aplausos do público.

- Como em 2009, outros pontos fortes da escola foram o belo samba-enredo, composto pela turma encabeçada por Claudio Russo, compositor famoso por suas vitórias na Beija-Flor, e o criativo enredo “Aquáticopolis”, remetendo ao Tupinicópolis de Fernando Pinto.

- Assistindo ao desfile, fiquei entusiasmado com o trabalho de Paulo Barros, pensando que enfim ele teria alcançado sua maturidade profissional. Mais tarde descobri que os méritos do trabalho se deviam mais a Wagner Gonçalves, este sim teria feito grande parte daquele carnaval. Desconhecia o trabalho de Wagner, e me surpreendi muito com o que vi. Fazer uma estética bonita a base de muito luxo e plumas é fácil. Difícil é conseguir apresentar um belo trabalho sem elas, o que foi o caso. Com criatividade, um belo colorido e bom uso de materiais, a Renascer passou com alegorias e fantasias que formaram um excelente conjunto. Wagner Gonçalves mostrou ser um grande profissional, digno de estar em uma grande escola do Grupo Especial, como de fato estará pela Mangueira em 2011. Quanto à maturidade de Paulo Barros, essa confirmaríamos na noite seguinte.

- Para não dizer que não falei de espinhos, creio que a Renascer ainda pode apresentar um chão mais forte e fazer render melhor sua bateria.

- Considero a noite de sábado carente de escolas com pinta de campeã. Nenhuma passou de forma avassaladora, ou deixando a impressão de merecer de fato a vaga ao grupo “de elite”. A agremiação que conseguiu se sair superior foi justamente a Renascer, mas esta tropeçou nas obrigatoriedades e punições que vão além dos quesitos básicos. Uma vez fora desta disputa, couberam às demais escolas a briga pela vaga, num jogo de “quem errou menos”.

Boi com abóbora para quem a carapuça servir

27 de Novembro de 2009 @ 20:30 por Rafael Rezende

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Deparei-me com a notícia de que a São Clemente terá uma fantasia intitulada “Boi com Abóbora”, numa referência aos sambas fracos do carnaval. A ironia é que, considerando a preocupação de explicar bem o enredo no samba, a escola escolheu um perfeito boi com abóbora para embalar os componentes.

O enredo é interessante, mas não reflete em um samba inspirado. Sem sucesso, o samba força uma irreverência, ficando muito aquém de outras obras apresentadas pela escola com este estilo de enredo, à exemplo de anos recentes, como 2004 (Boi Voador Sobre Recife: Cordel da Galhofa Nacional) e 2005 (Velha é a vovozinha: a São Clemente enrugadinha e gostosinha).

Comparado às boas sinopses criadas por Milton Cunha nos anos 2004 e 2005, talvez a fragilidade esteja no texto bem comportado desenvolvido por Mauro Quintaes para esta temática, na falta de inspiração dos compositores da São Clemente ou até mesmo na escolha do samba por parte da diretoria (há quem diga que havia samba melhor na disputa).

O samba em si não chega a ser uma tragédia, (outros piores já atravessaram a Sapucaí, e isso nos conforta), mas será que a carapuça do samba “Boi com abóbora” servirá na São Clemente?

Olha a crítica!

Wander Pires é preso durante gravação de vinheta

26 de Novembro de 2009 @ 14:43 por Ricardo Almeida

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Na noite da última terça-feira, durante a gravação da Viradouro da vinheta da Globo para o carnaval, o intérprete Wander Pires foi preso por não pagamento de pensão alimentícia de seus quatro pimpolhos. Os policiais ainda deram uma colher de chá e deixaram que a gravação terminasse para anunciar a prisão. Ele foi levado para a 16a. Delegacia de Polícia, na Barra.

Que ele é um dos melhores intérpretes da atualidade ninguém tem dúvida. Mas sua vida pessoal é enrolada, não é mesmo? O cara vive se metendo em confusão, tem mania de perseguição e cheio de não-me-toque.

Quem não lembra do mico que pagou quando estava na Grande Rio, e chegou na avenida quando a escola já desfilava? Foi demitido sumariamente e sem papo.

Mas a verdade é que pagar pensão pra quatro e ainda ter que viver com salário de intérprete de escola de samba é duro. Que tem que pagar, tem. Mas a justiça infelizmente ainda não achou um meio menos “burro” de executar esse tipo de cobrança, porque se o cara não consegue pagar solto, imagine preso?

Luciana Picorelli é coroada na Ilha

23 de Novembro de 2009 @ 16:09 por Ricardo Almeida

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A hoje atriz do programa Zorra Total Luciana Picorelli foi coroada neste domingo madrinha de bateria da União da Ilha do Governador. Quem me conhece sabe que não dou a menor importância a este cargo, porque simplesmente acho que a maioria cai de para-quedas e some tão rápido quanto como chegam. Mas com Luciana a história é um pouco diferente.

Conheço ela desde que estava tentando uma vaguinha na Santa Cruz. Lá se vão quatro anos. Neste tempo, fiz amizade com ela e pude conhecer um pouco mais da pessoa e perceber que realmente ela gosta de carnaval. Mas está ocorrendo uma situação desagradável na Ilha. Bruna Bruno, rainha de bateria da escola, está fazendo de tudo para deixar Luciana sem espaço. No dia da final de samba, impediu que ela sequer pisasse no camarote do presidente, simplesmente porque não queria dividir as atenções. O tiro saiu pela culatra, porque na hora em que Bruna se apresentava junto com a bateria, Luciana subiu ao palco e… roubou a cena. Não tenho nada contra Bruna, não a conheço, acho ela super simpática, mas uma coisa é fato: Luciana samba muito e, convenhamos, é linda!

Ontem, pra comprovar o que estou dizendo, o presidente da escola subiu ao palco e levantou este assunto que, digamos, estava “esquecido”. Tentou fazer o papel de bombeiro querendo apagar incêndio, dizendo que Luciana era uma conquista para a escola e que Bruna será sempre a rainha de bateria, enquanto ele for presidente. Bruna, claro, não apareceu.

É óbvio que esta situação é uma guerra de vaidades. Eu fico de fora e dou risada. Mas acho tudo muito esquisito e sem razão de ser. Independente de sua função ou local onde trabalha, quando chega um novo funcionário a primeira coisa que fazemos é dar boas-vindas, mas parece que aqui não é assim.

Assim como Luciana, Renata Santos, que assumiu o posto na Mangueira, perdeu a amizade de Gracyanne Barbosa, agora na Vila. Gracyanne, ex-Mangueira, declarou que Renata havia pago uma baba para assumir o posto. E mais uma vez, o tiro também saiu pela culatra. Juliana Alves (Que morena linda!!), que estava cotada para assumir a Vila, soltou o verbo e disse que quem tinha dado grana para assumir o cargo na escola de Noel era a própria Gracyanne.

Que mundinho fútil…

Grande festa das baterias no Salgueiro

23 de Novembro de 2009 @ 15:25 por Ricardo Almeida

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Neste domingo tive a honra de participar de uma grande festa, recheada de amigos. O primeiro encontro de baterias na quadra do Salgueiro, organizado por mestre Marcão, tinha como pano de fundo uma causa nobre: Arrecadar fundos para ajudar um de seus diretores a realizar uma cirurgia na vista. E a maioria atendeu.

Além da saborosa feijoada, pude conversar e rever algumas figuras ilustres, mestres de bateria que estão fora do carnaval deste ano. Estavam lá, em total momento de descontração e confraternização nada menos que mestre Odilon, mestre Paulinho e mestre Mug, graaaaaaaande Mug! Também marcaram presença Thiago Diogo, da Porto da Pedra, Bereco da Mocidade, Jorjão da Viradouro, Marcone da Imperatriz, Ciça da Grande Rio, Casagrande da Tijuca, Gilmar do Império Serrano e vários ritmistas, inclusive de escolas de São Paulo como Mancha Verde e Imperador do Ipiranga.

No final, claro, foram cantados os sambas deste ano, e a bateria do Salgueiro virou uma grande confraternização, com ritmistas de outras escolas. É bonito ver como o mundo do samba é unido. As diferenças se resumem apenas aos dias de desfile, quando a disputa é pra valer.

Em um domingo que teve coroações de rainhas e madrinhas de bateria, e que meu time não assumiu a liderança do brasileirão, foi o melhor programa.

PARABÉNS a todos!!

Portela anuncia nova rainha de bateria

21 de Novembro de 2009 @ 11:24 por Ricardo Almeida

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Essa aí em cima é a nova rainha de bateria da Portela. O nome dela é Juliana e é mais uma funkeira no samba. É vocalista do grupo “Jaula das Gostosudas”. Jesus… Talvez tenha que rever meus conceitos…

Na verdade foi uma grande surpresa, porque a mais cotada era Jéssica Maia, ex-rainha do carnaval carioca. O nome dela estava circulando há semanas e os boatos eram fortes de que a beldade iria desembolsar a bagatela de R$ 400 mil pelo posto.

Ela; que irá substituir Luma de Oliveira, que deixou o cargo; afirma que foi escolhida pela comunidade, que frequenta a escola desde criança, e que em outros anos fizeram até abaixo assinado para que ela assumisse o posto.

Verdade ou não, o fato é que a escola não passou a faixa nem a coroa nesta oportunidade, e acreditamos que o fará em breve, com toda a pompa comum para o cargo. E para ser bem sincero, a menina pareceu estar nas nuvens com a nova situação. Desatenta aos flashes dos fotógrafos; eu inclusive; não posou ao lado de Nilo Sérgio, mestre da bateria, o que seria normal, e nem no meio da bateria. Se limitou a dar poucos requebros ao lado do cuiqueiro.

Vocalista de um grupo que atende pelo nome de “Jaula das Gostosudas” é de matar… Ainda vou fazer uma galeria intitulada “As Anônimas do Samba”. Vai bombar!!

Segura no Semblante!!

18 de Novembro de 2009 @ 12:09 por Ricardo Almeida

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Ontem, recebemos em nossa enorme redação um email deste cidadão aí em cima, o Felippo, para os íntimos. Como não estava com muita vontade de escrever, reproduzo o que ele pediu:

“Meu nome é Felippo Principe e sou Presidente do mais novo bloco de carnaval da Barra da Tijuca, o Bloco Segura no Semblante.

Venho aqui convidá-lo a participar desta ideia!

Concentrado na esquina da Av. do Pepê e a famosa Av. Olegário Maciel, os foliões terão a experiência de farrear pelas ruas do Jardim Oceânico, desfrutando de sua beleza e conforto na manhã de domingo de carnaval do Rio de Janeiro!

Os ensaios serão realizados na consagrada Casa de Samba BOM SUJEITO, na Barrinha, próximo ao tradicional Bar do Oswaldo.

Começamos hoje a divulgação do bloco pela Internet, desde comunidades em sites de relacionamentos, blogs e outras mídias.

Faremos o Concurso “Miss Segura” para elegermos a Rainha para o nosso bloco e gostaria de saber se há interesse de vocês em nos ajudar!

Eu e toda equipe do “Segura” contamos com a sua participação neste empreendimento.

Conheça nosso BLOG: http://blocoseguranosemblante.blogspot.com

Um Grande Abraço!

Felippo Principe
Segura no Semblante”

Então taí, Felippo. Seu pedido atendido!

Passistas e Musas da Porto da Pedra vão receber Geisy de minissaia

18 de Novembro de 2009 @ 11:53 por Ricardo Almeida

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Em um gesto bem humorado mas de protesto contra o preconceito, passistas e musas da Porto da Pedra vão receber Geisy Arruda vestidas com minissaias na quadra da escola, em São Gonçalo. A proposta é mostrar que os atos cometidos contra a estudante na Uniban também foram uma violência contra a liberdade das mulheres.

O enredo da escola, “Com que roupa…eu vou? Pro samba que você me convidou”, levará para a sapucaí a moda e a história da indumentária e, segundo o presidente da Porto da Pedra, Uberlan Jorge de Oliveira, virar as costas para o que aconteceu na Uniban não é uma postura condizente com o enredo. “Estamos prontos para recebê-la com muito carinho e mostrar que defendemos que cada um tem o direito de vestir o que quiser. É proibido proibir.”  Geisy aceitou oficialmente esta semana o convite para desfilar no Tigre no próximo carnaval. Sua visita à quadra deve acontecer na sexta-feira, dia 27, mas ainda depende de confirmação de agenda.

A notícia da aceitação do convite pela estudante foi recebida com entusiasmo pela comunidade e a expectativa é que muitas mulheres de São Gonçalo também participem do ato indo à quadra com minissaias. A notícia de que Geisy sairá na Porto da Pedra ganhou destaque internacional e já fez com que a jovem recebesse propostas de escolas de samba de São Paulo para desfilar.

Mocidade celebra título de 1990 com Seminário

18 de Novembro de 2009 @ 11:45 por Ricardo Almeida

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Em 2010, faz 20 anos de um dos maiores títulos da Verde-e-branco de Padre Miguel: “Vira, virou, a Mocidade chegou”. Para comemorar a data, o projeto “Escola de inovação”, comandado pela Vice-Presidência Cultural da agremiação, traz este desfile como tema de seu terceiro e último seminário, que ocorre no dia 19/11 (quinta-feira), a partir de 19 horas. “Vira, virou: 20 anos que uma nova Mocidade chegou” vai contar com a participação dos personagens mais importantes daquela conquista, entre eles, o carnavalesco Renato Lage (hoje, no Salgueiro), o intérprete Paulinho Mocidade, o compositor Tiãozinho da Mocidade, a carnavalesca Lilian Rabello, além de Beth Andrade, eterna primeira destaque da Estrela-guia. O evento, aberto ao público, vai ocorrer, mais uma vez, no Espaço Cultural FINEP, Zona Sul do Rio.

Depois do sucesso dos dois seminários anteriores – o primeiro sobre o carnavalesco Fernando Pinto e o segundo sobre Mestre André – que, juntos, reuniram cerca de 350 pessoas no auditório da Financiadora de Estudos e Projetos, a expectativa é de casa cheia para celebrar uma das maiores vitórias e viradas já ocorridas na história da agremiação: “Este desfile supriu a carência sentida pela escola com a morte precoce de Fernando Pinto, em 1987. Foi uma sacudida geral no desânimo e uma entrada triunfal na marcante década de 90”, diz o jornalista Fábio Fabato, vice-presidente cultural da Mocidade.

Além do aniversário deste desfile, o evento também vai celebrar os 54 anos da Mocidade Independente, que foram completados no último dia 10 de novembro. “Os seminários têm reforçado e a importância da Mocidade e elevado a auto-estima dos torcedores. Convoco todos os segmentos e apaixonados a recordarem conosco as histórias que culminaram em nosso terceiro campeonato”, completa Paulo Vianna, presidente da agremiação.

MOCIDADE, ESCOLA DE INOVAÇÃO

Seminário:
“Vira, virou: 20 anos que uma nova Mocidade chegou”

Convidados:

Renato Lage, Paulinho Mocidade, Beth Andrade, Lilian Rabello, Tiãozinho da Mocidade, entre outros.

Realização:

• Vice-Presidência Cultural da Mocidade;
• Inova que eu Gosto – Bloco dos Amigos da FINEP.

Cartaz do evento:

• Henrique Pessoa

Espaço Cultural FINEP
(200 lugares)

Praia do Flamengo, 200 – Pilotis
(Próximo à Estação Largo do Machado, do Metrô)
Data: 19/11 (quinta-feira)
Horário: a partir de 19 horas

Entrada franca